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Os miseráveis da Dilma
*Por Mario Eugenio Saturno Foi de muito mal gosto a presidente-candidata Dilma fazer piada com a falta de água que acontece em algumas cidades paulistas. Agora, reeleita, a Agência Nacional de Águas (ANA) diz que se pode ligar o sistema Cantareira ao Rio Paraíba do Sul sem prejudicar o Rio de Janeiro... Incrível! Vamos ver se a ?presidenta? vai realmente investir uma parcelinha que ela toma dos paulistas na construção de reservatórios para as próximas crises. E não foi só na água que esconderam e distorceram informações para iludir eleitor. O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, afirmou poucos dias após as eleições que o instituto não divulgou dados durante o período eleitoral para se "resguardar". Alegou restrições jurídicas. Claro! Em 2010, não tinha, não é? Uma vergonha que atingiu pesquisadores e gerou uma crise no órgão. E o que esconderam? Que a miséria aumentou com inflação alta, nunca no centro da meta, e recessão. O número de miseráveis aumentou em 2013, que verificou que 10,452 milhões de brasileiros ganhavam até R$ 70. Em 2012, eram 10,081 milhões. Um aumento de 371 mil miseráveis... Doze anos no governo socialista e... Não iam zerar? Em 2003, eram 26 milhões de brasileiros na miséria. Curiosamente, tenho guardado algumas ?Folha de S. Paulo? de junho, em que o Ipea mostrava outros números, inclusive desmentindo a dona Dilma Rousseff que afirmava então que em 10 anos, 36 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza, mas o Ipea, que é federal, mostrava que foram 8,4 milhões. Mais um pequeno errinho... De qualquer forma, é o número de beneficiados pelo Bolsa-Família praticamente bancado pelos paulistas elitistas loiros de olhos azuis... Dar auxílios financeiros à população carente não é solução do problema, ou a porta de saída! É preciso educar, treinar, estagiar e criar postos de trabalho para toda essa gente. Trabalho e Educação são o binômio da solução. Os governos militares construíam açudes, podemos construir e instalar muitas cisternas, biogás de esgoto e lixo, escolas técnicas... Estimo que sejam cerca de cinquenta milhões de brasileiros que precisam trocar o auxílio governamental por trabalho e infra-estrutura. Outro órgão a cometer erros foi o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que corrigiu dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios referente a 2013, por erros extremamente graves, como eles próprios disseram. Foi o caso dos índices de analfabetismo e o Gini, que calcula o nível de desigualdade. O de desigualdade de renda proveniente do trabalho era de 0,496 em 2012, e foi para 0,495, praticamente o mesmo. E o analfabetismo caiu de 8,7%, em 2012, para 8,5% em 2013. Isso é inadmissível, depois de doze anos de governo e ainda ter tantos analfabetos... Os subempregados e desempregados que não procuram emprego do Bolsa-Família somados à população miserável, são brasileiros adultos que precisam de uma profissão, emprego e salário digno. Mas desse governo só esperamos esmolas camufladas de bondades. Aliás, bondades feitas com o chapéu alheio! *Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano. ...


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